terça-feira, novembro 29, 2005

Claro que é o quê mesmo?

Deu no Globo:

"(...)Em vez da agilidade de dois palcos — como acontecera na véspera, em São Paulo — o público ficou horas em pé, viu shows encurtados, artistas furiosos e uma banda a menos, já que a Nação Zumbi foi gentilmente convidada a passar sua apresentação das 22h para as 4h e, obviamente, recusou.

(...)Mais um intervalo, instrumentos são testados e as luzes se apagam. Os músicos da Nação Zumbi estavam tão diferentes... o público levou um minuto para concluir que se tratava do Fantômas e correu para o palco. Em seu habitat natural, o cantor Mike Patton (ex-Faith No More) soltava samples esquisitos e berrava à frente de Trevor Nunn (baixo), Buzz Osbourne (guitarra) e a lenda viva Terry Bozzio na bateria. Patton gastou seu português:

— É a primeira vinda do Fantômas ao Brasil — disse. — No festival Claro que é merda.

(...)O rodízio entre os palcos começou com o Flaming Lips no palco B. Em 40 minutos, o grupo promoveu uma festinha psicodélica, com pessoas, escolhidas na platéia antes do show, no palco vestidas de
bichinhos (?!?!?!?!?!?!).

(...) [falando sobre o papa é pop, quer dizer, o Iggy Pop] Além de rebolar e rolar no chão, ele chamou dezenas de pessoas ao palco, criando uma saudável bagunça. Mas fica a impressão de que ele está virando meio que uma caricatura de si próprio, um Serguei turbinado.

Daí volta-se para o palco B, onde, por volta das 2h, os ícones do indie rock Sonic Youth entram em cena. Em cerca de 40 minutos, a banda só teve tempo para jogar uns feedbacks , emular algum experimentalismo e criar distorções de guitarra. Com uma platéia em estado semizumbi, eles encerram com a viajante “Expressway to yr. skull”, um fecho de ouro com quase dez minutos de ruído (!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!)."


Resumo da ópera: Mike Patton é O CARA.