segunda-feira, fevereiro 21, 2005

Still Crazy After All These Years

Ontem foi dia do Rato no Rio. Não que eu esperasse grande coisa, mas um show de rock (ainda que eu não conhecesse nenhuma das bandas que fosse tocar) a cinco pratas e a alguns metros da minha casa era algo que eu não podia perder.
É bem verdade que eu sabia que ia rolar o show do NOMA, que é uma banda do Christian e do Paulinho, figuraças do tempo da guitarra lascada, então eu tava mais animado pela possibilidade de rever a galera do que pelo show em si.
Tinha bem uns 6 anos(pelo menos) que eu não ia a um show de rock underground, então o domingo acabou ganhando um tempero nostálgico especial.


O SHOW

O show começou legal mesmo antes do início, já que em casa mesmo rolou a devida preparação psicotrópica, e eu cheguei lá bem no fim da tarde, e curtir um fim de tarde nessa situação é sempre um bom presságio.
Como eu imaginava, o grande barato da noite foi rever a galera pré-jurássica do Rock and Roll de Big Field City, afinal de contas o vovô aqui é contemporâneo dessa gente toda (o que me faz um pré-jurássico tb, rsrsrs). O Christian chamou uma galera pelo Orkut, e a propaganda boca-a-boca (bit-a-bit?) acabou dando certo: os adolescentes do momento não devem ter entendido nada.
O som não era nada diferente do esperado. O NOMA foi mais light do que as outras bandas por ser uma banda cover grunge, mas ainda que eu admita que é bem melhor do que hardcore, não ajudou muito o fato de eu não conhecer quase nada do trabalho de Pearl Jam e Cia. Mesmo assim, foi um bocado divertido ver o Christian, o Paulinho e o Wallan no palco, já que eles representavam 3/4 de uma banda que era um bocado conceituada no undeground há + ou - uma década atrás: o Blasted (quase que eu pedi para eles tocarem Sleepless Nights, rsrsrs...). Tirando o NOMA, as outras bandas serviram de fundo musical, exceto nas covers das antigas. Essas foram um capítulo a parte. Enter Sandman do Metallica e Fear of the Dark, do Iron Maiden, na minha cabeça eram músicas "novas". Foi engraçado ver que pra galera mais nova essas músicas eram como clássicos, afinal elas já tinham mais de uma década de vida. E foi mais engraçado ainda quando uma banda tocou Jumpin' Jack Flash dos Stones e, a julgar pela reação do público, muita gente nem conhecia.

AS PESSOAS

A essência não mudou nada, isso foi legal de ver. Há dez anos atrás eu era justamente um desses moleques de preto. É bem verdade que no passado não se via ninguém vestido de vampiro ou padre num show de metal, e eu nunca tinha presenciado num show de rock um "desentupidor de pia lésbico" na frente de todo mundo como eu presenciei ontem. Fora isso, estar com a mente aditivada num show de rock com a galera toda lá era filipensses at his very best. I felt like the old filipensses was back in town.
Tatan era exatamente o mesmo de 15 anos atrás: na dele, curtindo o show. Macaicou, tb como há 15 anos atrás, subiu no palco pra gritar "PAU NO CU DA RADIO CIDADE". Aliás, como sempre, nesses shows o Iba é sempre um capítulo a parte. Nunca vi o Michael falar com menos de 150 pessoas num show desses, a maioria garotinha de 17 anos, rsrsrs...(e ele insistindo que quer namorar sério, pode uma coisa dessas?). Três quintos do Ravena estavam lá: eu, Tatan e Daniel, que eu tb não via a um tempão (e que tb não mudou porra nenhuma, rsrsrs...). Pra completar, só faltava o show ser no Arena, mas isso foi o de menos. No final das contas, o veredicto: it was only Rock and Roll, but I (still) like it. A lot.